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Como estudar sem dinheiro?

O número de pessoas que concluem o ensino médio no Brasil é inúmeras vezes maior que o número de pessoas que concluem o ensino superior. Fato absurdo e desanimador, tendo em vista a necessidade de profissionais qualificados para o desenvolvimento de um país.
Diversos fatores são responsáveis por esse decréscimo entre os dois níveis da educação. Entre eles um grande vilão é a condição econômica. Estudar, num país com tantas desigualdades, custa caro. E mesmo quem consegue ingressar numa instituição pública, precisou investir alto numa preparação que vai além do cursinhos pré-vestibulares.
Mas, é possível minimizar o fardo dos altos custos das mensalidades através de empréstimos bancários, financiamentos estudantis e, até mesmo, de bolsas de estudos que garantem gratuidade ou descontos de até 50% nas mensalidades.
Para conseguir uma dessas opções, primeiro, é necessário descobrir qual o departamento que cuida da área de concessão de bolsas em sua faculdade. Lá você terá acesso aos detalhes do programa e poderá saber se preenche os requisitos para concorrer a uma delas.
Cada instituição mantém uma política própria com relação a esta questão. Mas entre todas elas as dificuldades para a obtenção das isenções e descontos são similares. Prepare-se para tirar da gaveta todos os documentos que você imaginar, argumentos e dados que comprovem sua carência financeira e até mesmo para conseguir um fiador. Pois não é, realmente, um caminho muito fácil, mas todo sacrifício merece uma recompensa. E nesse caso a recompensa é simplesmente seu futuro profissional.
Veja algumas das formas utilizadas pelas faculdades:

BOLSA DE ESTUDOS

São concedidas pela própria instituição através de programas de fomento e ajuda ao estudo. As bolsas, normalmente, são dadas aos estudantes que obtiveram os primeiros lugares no vestibular, aos estudantes que prestam algum tipo de serviço na instituição, aos filhos de funcionários, entre outros. Os interessados que não se encaixam nos perfis citados devem procurar, na faculdade, o departamento responsável pela concessão de bolsas e solicitar o regulamento para a inscrição e então analisar a possibilidade de consegui-la. Outra opção, até mais acessível, é a de meia-bolsa. Ao procurar informações no departamento, procure também sobre essa, pois os requisitos podem ser diferentes.

CRÉDITO EDUCATIVO

Para obter informações sobre essa opção que consiste, basicamente, num sistema de financiamento onde o estudante só começa a pagar depois de concluir o curso, a melhor maneira é procurar o departamento da faculdade. Como essa opção pode ser viabilizada pela própria instituição, pela prefeitura, pelo estado de sua cidade ou por um banco, talvez seja necessário procurar as secretarias municipais e estaduais de educação e conversar com o gerente de sua agência bancária para ver qual deles oferece as melhores condições. As regras e taxas variam muito de uma instituição para outra. Em geral, é abatido apenas um percentual da mensalidade e é exigido um fiador que é acionado em caso de inadimplência.

FINANCIAMENTO ESTUDANTIL (FIES)

O critério de seleção é, em suma, baseado no perfil sócio-econômico do candidato. Pois o programa é uma iniciativa do Governo Federal e visa possibilitar o ensino superior às pessoas das classes mais carentes da sociedade. O FIES (tantos anos) depois de lançado pelo Ministério da Educação, já atende a cerca de130 mil universitários em todo o país. O programa garante ao aluno o financiamento de até 70% do valor total do curso a juros de 9% ao ano. O estudante paga, a cada três meses, uma parcela de juros limitada a R$ 50,00. O restante é amortizado nos (tantos) anos após à conclusão do curso. Um requisito importante nessa opção é a exigência da apresentação de um fiador que tenha idoneidade cadastral e uma renda comprovada de, no mínimo, o dobro do valor total da mensalidade do curso que se pretende financiar. A inscrição nesse financiamento requer a matrícula do estudante na graduação de uma instituição privada cujo curso seja credenciado pelo programa. Já existem mais de 700 instituições afiliadas. Todo o processo, desde a inscrição até a divulgação da relação dos aceitos, acontece sempre no primeiro semestre do ano.

SEGURO EDUCACIONAL

Produto delicado pois se destina ao auxílio de estudantes que, por ventura, no decorrer do curso, tenham de se deparar com inesperada perda de um de seus pais. Delicado mas importante, já que entre os motivos de desistência nas instituições privadas de ensino superior esta esteja em evidência. Esse tipo de seguro é disponibilizado por alguns bancos e, às vezes, também são pagos pela própria instituição de ensino, sem qualquer ônus para o aluno. Ele garante a isenção das mensalidades até a conclusão do curso, independente do tempo restante para a conclusão. Para maiores informações os interessados devem procurar o gerente de alguma agência que disponibilize esse produto.


 
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